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sábado, 13 de janeiro de 2018

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

E o mar já não existe - peça baseada em Um homem Klaus Klump


E o mar já não existe pela Companhia Bagagem Ilimitada - peça baseada no livro Um homem Klaus Klump, editado no Brasil pela Companhia das Letras.
Texto e Direção: Pv Israel
Fotos do processo aqui.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Livros em França


Edição de Jerusalém em Francês com tradução de Marie-Hélène Piwnik, Éd. Viviane Hamy


Edição de O senhor Valéry em Francês com tradução de Dominique Nédellec, Éd. Viviane Hamy

Alguns dos artigos publicados em França sobre Jerusalém:

Le Magazine Littéraire, outubro 2008


Le Figaro magazine, 4 Outubro 2008

Ver também o artigo publicado no Zone Littéraire.

Várias edições de Jerusalém

França


Roménia


Eslovénia


Hungria

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Aprender a rezar na Era da Técnica


O novo romance dos «Livros pretos» de Gonçalo M. Tavares, livro que se segue ao romance Jerusalém. Aprender a rezar na Era da Técnica é a história de Lenz Buchmann, médico que a certa altura decide trocar a medicina pela política. Este livro relata as fases de força, doença e morte de Lenz Buchmann. Os conflitos de família, a forma de lidar com a doença por parte de um homem poderoso, as reacções da cidade a um crime, as relações de antagonismo com outra família. A natureza, a técnica, a força, a fraqueza. Por fim, a decadência.
Depois de Um Homem: Klaus Klump, A Máquina de Joseph Walser e Jerusalém, Aprender a rezar na Era da Técnica mantém o mesmo olhar sombrio sobre a condição humana: «O que vês quando olhas para onde todos olham?»

«O que nas pessoas estranhas, desviadas por passo próprio ou enxotadas pelos outros, o fascinava era a absoluta liberdade individual com que faziam as suas escolhas. Num louco ou num pedinte que vagueava pelas ruas a pedir pão e sopa e que, de noite, tal qual os outros humanos, só queria dormir, Buchmann via quem poderia escolher em liberdade pura, e sem consequências, a sua moral individual. Moral que nem sequer tem um par, um elemento que a acompanhe. Quem iria contestar a «vida imoral» de um pedinte ou de um louco? Aqueles homens tinham já em si, pela sua diferença, uma carga de imoralidade universal e profunda, que os tornava imunes às pequenas imoralidades praticadas. Um louco, tal como um pedinte, não era imoral. Eram indivíduos sem cópia, semelhantes a um rei; alguém que não tem par, que não tem aquele que está ao seu lado. E por isso não há para esses homens escorraçados, como não há para o homem mais poderoso, qualquer critério de comparação. Buchmann olhava com admiração para aqueles homens que traziam no bolso um sistema jurídico único, com o seu nome no fim. De certa maneira, era isso que Buchmann desejava; ser portador de um sistema legal cujas leis só fossem aplicadas a si; ser portador de uma moral que não é a do mundo civilizado nem a do mundo primitivo; que não é a moral da cidade ou sequer a moral da sua família mas a moral que tem o seu nome, apenas o seu, escrito por cima. »

Excerto de Aprender a rezar na Era da Técnica, Caminho, 2007
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Jerusalém


É um livro sobre os limites da loucura e da razão. Livro também sobre a crença. O livro começa com Mylia a tentar entrar numa igreja às quatro da manhã. Mylia, uma mulher forte, tem uma doença mental e acaba internada num hospício. Theodor Busbeck, seu ex-marido desenvolve um estudo sobre o mal e o horror ao longo da História. Há depois uma personagem terrível, assustadora, Hinnerk, um ex-combatente. Mylia engravida no hospício e tem um filho de um outro internado. As personagens cruzam-se, conduzidos por um destino que não dominam, na noite em que tudo começa e tudo termina.Romance que pertence ao Reino (conjunto de romances cujo tema central é o mal). Estes também são conhecidos como os livros pretos.

«Como as substâncias se separavam logo à partida, entre as que avançavam com a vontade própria e as que esperavam com a obediência estática (e nisso dividiam-se como alguns homens). Os sapatos eram a obediência pura, a escravidão mesquinha, enojavam-lhe naquele momento; a sabujice destes materiais em relação ao homem. Nenhum cão é tão sabujo como estas substâncias. Não há possibilidade de diálogo entre substâncias que nascem logo em campos opostos, em campos, não inimigos, que isso seria pensar na possibilidade de elevação do homem que agarra na arma para combater; ali, pelo contrário, o afastamento não era entre substâncias inimigas ou entre dois predadores que se preparam para combater por um pequeno território; tratava-se simplesmente de passividade absoluta de um lado, e do outro energia forte, que constrói ou destrói, mas que modifica sempre. Não somos uma coisa que espera, murmura Mylia, enquanto avança a passos fortes para a igreja.»

Excerto de "Jerusalém", romance, Círculo de Leitores, 2004; Caminho, 2005.
Prémio Ler-Millenium-BCP
Prémio José Saramago 2005
Prémio Portugal Telecom de Literatura 2007 (Brasil)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

A Máquina de Joseph Walser


Romance que decorre exactamente no mesmo período do romance Um homem: Klaus Klump. A personagem central deste romance, Joseph Walser, é, no entanto, ao contrário de Klaus Klump, um homem fraco, que se afasta do centro dos conflitos, que aceita tudo, passivamente. A evolução de Joseph Walser pode ser entendida em contraponto à de Klaus Klump. Joseph Walser é trabalhador de uma fábrica, e trabalha directamente com uma máquina – máquina essa que alterará por completo a sua vida. Romance que pertence a O Reino (conjunto de romances cujo tema central é o mal). Estes também são conhecidos como os livros pretos.
«Não tinha sequer uma pistola, mas eliminara a grande fraqueza da existência, fizera desaparecer a primária fragilidade da espécie: não possuía qualquer inclinação para o amor ou para a amizade! E nesse momento, a caminhar em plena rua, desarmado, observando de cima os seus sapatos castanhos, velhos, sapatos irresponsáveis como troçava Klober, nesse mesmo momento Walser sentia-se tão seguro – e ao mesmo tempo ameaçador – como se avançasse dentro de um tanque pela rua. Porém, subitamente, deu um salto para o lado. Quase pisara uma massa alta. Era um homem. E estava morto.»
A Máquina de Joseph Walser, romance, Caminho, 2004.

Um Homem: Klaus Klump


A personagem central deste romance é Klaus Klump, um homem forte, filho de famílias ricas, homem que se manterá sempre no centro dos conflitos, quer esteja de um lado ou de outro. Com ele se cruzará também uma mulher forte – Herthe – alguém que fará tudo para se manter sempre no lado dos que vencem. No fundo deste livro está um conflito militar. Romance que pertence a O Reino (conjunto de romances cujo tema central é o mal). Estes também são conhecidos como os livros pretos.
«Há exercícios para treinar a verdade como, por exemplo, ter medo. Ou então ter fome. Depois restam exercícios para treinar a mentira: todos os grupos são isto, e todos os negócios.Estar apaixonado é a outra forma de exercitar a verdade.»-
Um Homem: Klaus Klump, romance, Caminho, 2003